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Reação coxa passa por reconquista do Couto

O Coritiba aposta e precisa da retomada da tradicional força do Couto Pereira para afastar-se do rebaixamento. Quatro dos cinco próximos jogos do clube serão no Alto da Glória, contra São Paulo, Ponte Preta, Bahia e Náutico. A oportunidade seria a ideal para aproveitar o apoio das arquibancadas, não fosse o desastroso retrospecto em seu território nesta temporada. Situação incomum que ajuda a empurrar o time para a rabeira da tabela.

Atualmente, o Coxa tem o sexto pior aproveitamento como mandante entre os 20 times que disputam o Nacional. Com seis vitórias, cinco derrotas e um empate, a equipe do Alto da Glória só tem desempenho caseiro melhor do que Bahia, Palmeiras, Figueirense, Atlético-GO e Cruzeiro.

Os 52,7% conquistados em casa nesta edição do campeonato representam o pior desempenho do Coxa até a 26.ª ro­­dada na era dos pon­­tos corridos, que começou em 2003. Neste período, o Alviverde disputou sete campeonatos da Série A, in­­cluindo o atual, e os piores aproveitamentos tinham sido em 2005 e 2009 – anos em que o time foi rebaixado –, com 53,8%. O melhor foi no ano passado, com 69,2%.

Cenário insustentável na briga contra o rebaixamento. “Sem dúvida nenhuma [tem de mudar o aproveitamento em casa]”, admite o técnico Marquinhos Santos. “Nós perdemos muitos jogos no primeiro turno em casa. Não se pode desperdiçar tantos pontos assim em uma competição tão nivelada como é o Brasileiro”, adverte o comandante alviverde.

Algo que já foi entendido pelos jogadores, que estavam no clube nos reveses em casa para Botafogo, Sport, Fluminense e Corinthians. O último, para o Santos, já ocorreu sob a liderança de Mar­­quinhos Santos.

“As derrotas que já foram eu não penso mais, até mesmo porque nós não podemos mudar”, argumenta o volante Willian, aproveitando o momento para clamar pelo incentivo das arquibancadas. “Temos de fazer a nossa casa ser um ponto forte, principalmente nesse momento difícil que estamos passando, e, com o apoio da nossa torcida, reverter esse quadro da tabela”, argumenta.

Mas como jogar nestas partidas para garantir as esperadas vitórias? Essa resposta coube ao goleiro Vanderlei. “Não tem outro [comportamento] que não seja partir para cima dos adversários”, avisa. “Se não ganharmos os jogos e ficarmos enrolando para as últimas rodadas, vai ser difícil. Nós sabemos que destes cinco jogos, sendo quatro em casa, com certeza temos de fazer quatro vitórias”, resume. Agora “só” basta fazer o discurso tornar-se prática.

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